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MarketingShot

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16 OUT · Nº 072

Bom dia, cafeinado.

A Netflix subiu o preço de todos os planos no Brasil nesta quinta-feira, e o CEO da Reach usou um palco em Londres pra provar que dá pra cobrar da IA pelo conteúdo que ela usa de graça.

No shot de hoje · toque pra pular

💸Netflix reajusta planos no Brasil01↓
🤝Reach cobra da IA e ameaça OpenAI02↓
🛍️Ruggable troca Meta por creators03↓
📱Independent: social passa o SEO04↓
🎬Mondelez sai do Morumbis05↓
 

Quem banca a edição de hoje

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01  A manchete↑ índice

Netflix reajusta todos os planos no Brasil

A partir desta quinta-feira (15), os assinantes da Netflix no Brasil pagam mais por qualquer um dos planos disponíveis. O Premium, que permite assistir em até quatro telas simultâneas com qualidade 4K+HDR, subiu de R$ 59,90 para R$ 71,90 por mês.

O plano Padrão com anúncios, que permite uso em até dois dispositivos com qualidade Full HD, também foi reajustado: de R$ 20,90 para R$ 25,90. Os demais planos da plataforma seguem a mesma lógica de aumento, segundo a empresa.

O reajuste chega num momento em que o streaming no Brasil vive movimentação dupla: enquanto a Netflix encarece a assinatura, a PlutoTV (gratuita, da Paramount/Skydance) está incorporando títulos como The Walking Dead, CSI: Miami e a franquia Pokémon ao catálogo, numa aposta oposta de crescer via conteúdo grátis sustentado por publicidade.

Para quem paga pela Netflix, o aumento é imediato no próximo ciclo de cobrança. Para quem está decidindo entre serviços pagos e gratuitos com anúncio, a diferença de preço entre as duas estratégias fica mais evidente justamente agora.

Quem assina a Netflix paga mais já na próxima fatura; quem está em dúvida entre plataformas ganha um argumento a mais pra comparar.

Fonte: Meio e Mensagem

Dois lados da xícara

▲ Ganha

A Netflix, que aumenta receita por assinante nos planos Premium e Padrão com anúncios.

▼ Perde

O assinante brasileiro, que paga mais pelo mesmo conteúdo a partir desta quinta.

 
 
02  Mídia e IA↑ índice

Reach usa acordo com o Google como modelo e pressiona a OpenAI

O CEO da Reach, dona de jornais como Daily Express e Daily Star no Reino Unido, está tratando o acordo da empresa com o Google como um modelo para futuras parcerias com empresas de IA. Piers North disse à Digiday que a Reach enviou uma notificação extrajudicial (cease-and-desist) à OpenAI por usar conteúdo da editora sem acordo.

O acordo com o Google tem prazo de dois anos e dá à empresa acesso pago e ampliado a conteúdo do portfólio da Reach no Reino Unido e na Irlanda para um piloto de IA voltado a notícias. Em troca, o Google pode usar esse conteúdo em recursos experimentais de IA enquanto as duas empresas avaliam se a parceria ajuda a engajar audiência.

A pressão vem de um número concreto: a Reach registrou mais de 100 milhões de raspagens (scrapes) bem-sucedidas de seu conteúdo nos últimos seis meses, segundo a própria editora. North argumenta que o modelo antigo, onde busca gerava tráfego, mudou, e que cabe à indústria criar um novo paradigma de troca de valor.

Segundo ele, o acordo formal com o Google reconhece essa troca de valor: dá acesso ao conteúdo, permite monetização, e dá à editora visibilidade sobre como seu material é usado no mundo da IA. Mais de 200 publicações já aderiram ao programa piloto de IA do Google globalmente, segundo a empresa.

Editoras estão testando se conseguem cobrar das empresas de IA pelo mesmo conteúdo que hoje é raspado de graça.

Fonte: Digiday

Ouvido no balcão

Acreditamos que o que fazemos, e o que outras editoras fazem, tem um valor inerente para as empresas de IA.

Piers North, CEO da Reach, à Digiday

 

Quem banca a edição de hoje

Blu Dot surpasses 2,000% ROAS with self-serve CTV ads

Home furniture brand Blu Dot blew up on CTV with help from Roku Ads Manager. Here’s how:

After a test campaign reached 211,000 households and achieved 1,010% ROAS, the brand went all in to promote its annual sales event. It removed age and income constraints to expand reach and shifted budget to custom audiences and retargeting, where intent was strongest.

The results speak for themselves. As Blu Dot increased their investment by 10x, ROAS jumped to 2,308% and more page-view conversions surpassed 50,000.

“For CTV campaigns, Roku has been a top performer,” said Claire Folkestad, Paid Media Strategist, Blu Dot. “Comping to our other platforms, we have seen really strong ROAS… and highly efficient CPMs, lower than any other CTV partner we've worked with.”

Using Roku Ads Manager, the campaign moved from a pilot to a permanent performance engine for the brand.

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Espresso

Pet A Wigow amplia a venda de seu suplemento para emagrecimento de cães com uma nova parceria com a Petlove. →

Alimentos Mondelez e Froneri lançam os primeiros sorvetes da marca Bis no Brasil a partir de outubro, em formato picolé e petisco. →

Black Friday Pesquisa da BR Media aponta que consumidores confiam mais em recomendações de creators do que na comunicação das marcas durante a Black Friday. →

 
 
03  Marketing de performance↑ índice

Ruggable tira dinheiro do Meta e aposta em creators via ShopMy

A marca de tapetes laváveis Ruggable está reescrevendo seu manual de marketing de performance. Desde agosto do ano passado, a empresa deslocou cerca de 10% do orçamento total de canais de performance, como Meta, para canais de marca, como influenciadores e TV conectada.

A CMO Lauren Sherman-Kaoud disse à Digiday que a marca pretende crescer esse investimento em mais 15% a 20% no próximo ano. A virada começou na temporada de fim de ano passada, quando a Ruggable tirou mais de um milhão de dólares do orçamento de performance, especificamente do Meta, e realocou para criadores na plataforma ShopMy.

O resultado, segundo a executiva: a receita girou em torno de US$ 3 milhões no primeiro mês da parceria com ShopMy, dobrou no mês seguinte e triplicou no terceiro mês. A mídia trabalhada diretamente com criadores superou anúncios tradicionais e até o TikTok como canal de conversão.

A estratégia de criadores da marca tem dois braços: afiliados para escala e conversão, com parâmetros de formato e volume de conteúdo mas liberdade criativa, e embaixadores de marca para colaborações maiores, como as feitas com o criador de conteúdo gastronômico Dan Pelosi.

Uma DTC está provando, com números, que criador pode converter mais que anúncio pago tradicional.

Fonte: Digiday

O nível da xícara

Receita da Ruggable com ShopMy cresceu mês a mês desde o início da parceria

Mês 1
  
US$ 3 mi
Mês 2
  
US$ 6 mi (dobrou)
Mês 3
  
US$ 9 mi (triplicou)
 
 
04  Publishers↑ índice

The Independent vê receita de comércio social ultrapassar SEO pela primeira vez

A receita de comércio social do jornal britânico The Independent ultrapassou a receita de comércio vinda de SEO em setembro, pela primeira vez na história da empresa. O CEO Christian Broughton contou o marco no evento Media Strategies, da Digiday, em Londres nesta semana.

Ele descreveu a diferença como estreita, mas disse que a tendência caminha para o social. A empresa não divulga publicamente os números, então o marco funciona como sinal de direção, não como medida exata da distância entre os dois canais.

Broughton apontou quatro frentes de investimento da empresa: IA, trabalho de estúdio com criadores, e-commerce e assinatura (membership). Juntas, essas áreas devem responder por quase metade da receita da Independent Media em 2026, crescendo perto de 30% ao ano.

O aplicativo de notícias com IA da empresa, o Bulletin, lançado em abril, já acumula 12 milhões de usuários mensais. Sob o novo editor do Reino Unido, Barney Henderson, a redação foi reestruturada em torno de fluxos de trabalho com IA, e editores que usam as ferramentas são, segundo Broughton, seis vezes mais produtivos economicamente que colegas em funções comparáveis sem essas ferramentas.

Depender de busca para trazer leitor está deixando de ser a aposta principal de editoras grandes.

Fonte: Digiday

A dose exata

O app de notícias com IA do Independent já tem 12 milhões de usuários mensais desde o lançamento em abril.

 
 
05  Patrocínio esportivo↑ índice

Mondelez encerra conversas de naming rights com o São Paulo

O São Paulo Futebol Clube e a Mondelez encerraram as conversas para renovar o contrato de naming rights do estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbis. A informação foi divulgada pelo UOL e confirmada pela apuração do Meio & Mensagem.

Segundo o levantamento, havia tratativas de renovação com a empresa de chocolates desde o ano passado. O tricolor tentava estender o contrato até 2030, ano em que o clube completa seu centenário, mas enfrentava dificuldade para fechar o novo acordo.

Procurados pela reportagem do Meio & Mensagem, tanto o clube quanto a Mondelez não deram detalhes adicionais sobre o fim das conversas até o momento da publicação.

O estádio do São Paulo fica sem naming rights definido justamente no ciclo que levaria ao centenário do clube, em 2030.

Fonte: Meio e Mensagem

 
 

No radar · a agenda de hoje

Hoje · iFood divulga detalhes da campanha de Black Friday com previsão de alta de 61% na categoria Mercado e transmissões ao vivo com a CazéTV.

Terça-feira (20/10) · A TMC inaugura nova sede de 2 mil m² na Avenida Paulista, em São Paulo, após investimento de R$ 60 milhões.

Pra viagem

Conferir no site do São Paulo FC se já há posicionamento oficial sobre o futuro nome do estádio Morumbis.

De um lado, editoras tentam cobrar pelo que a IA já leva de graça; do outro, marcas estão pagando criadores justamente pela confiança que a publicidade tradicional não compra mais. O valor do conteúdo e da recomendação está sendo renegociado nas duas pontas ao mesmo tempo.

 
 
 
MarketingShot Quiz

Qual foi o novo preço do plano Premium da Netflix no Brasil a partir de 15/10?

AR$ 59,90
BR$ 71,90
CR$ 25,90
DR$ 20,90

Veja o ranking de quem mais acerta →

 
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