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MarketingShot

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26 OUT · Nº 082

Bom dia, cafeinado.

A Salesforce acertou a compra da Braze por cerca de US$ 5,66 bi, e a eleição americana já encarece TV e YouTube no fim de ano. Vira o shot. ☕

No shot de hoje · toque pra pular

🤝Salesforce compra a Braze01↓
📺Eleição encarece TV e YouTube02↓
🤖Daily Mail testa GEO03↓
📰Editoras contra a Meta04↓
📈Verba global de fim de ano05↓
 

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01  A manchete↑ índice

Salesforce fecha acordo de US$ 5,66 bi pela Braze e junta engajamento e IA ao Marketing Cloud

A Salesforce anunciou em 20 de outubro um acordo definitivo para comprar a Braze, avaliando a empresa em cerca de US$ 5,66 bilhões. O negócio depende de aprovação regulatória e dos acionistas, já que as duas companhias têm capital aberto. Para a Braze, a leitura do mercado é de saída bem-sucedida, e para a Salesforce, de movimento estratégico sólido, embora algumas instituições financeiras tenham questionado o valor.

Segundo a Salesforce, o engajamento em tempo real e a decisão com IA da Braze complementariam Marketing Cloud, Data 360, Customer 360 e Agentforce. O resultado seria um sistema mais conectado: dados do cliente alimentam decisões de marketing, e os resultados de engajamento voltam para o restante do negócio, reduzindo a fragmentação do mercado.

A contrapartida é a concentração. Se ativos de campanha, lógica de decisão e orquestração ficarem muito atrelados a ferramentas proprietárias, sair ou conectar outro sistema pode ficar mais difícil. O Digiday trata como risco a observar, não como consequência confirmada, e a Salesforce diz apoiar uma abordagem aberta e composável.

Participantes do Forge, conferência de clientes da Braze no fim de setembro, já levantavam, sob anonimato, preocupações práticas: migrar de plataforma, normalizar dados, preservar a entregabilidade de email e lidar com a curva de aprendizado. Resta ver como o compromisso com abertura se traduz em acesso a dados, interoperabilidade e portabilidade depois da conclusão do negócio.

Quem roda email, app e CRM em plataforma única deve conferir quão portáveis são seus dados antes de aprofundar a dependência.

Fonte: Digiday

Dois lados da xícara

▲ Ganha

Salesforce: leva engajamento em tempo real e decisão com IA da Braze para sua pilha de marketing.

▼ Perde

Marcas que precisam de portabilidade de dados e troca de plataforma: risco de concentração, ainda não confirmado.

 
 
02  Mídia paga↑ índice

Gasto político nos EUA encarece TV e YouTube antes do fim de ano

Dos US$ 12 bilhões previstos para as eleições de meio de mandato nos EUA em novembro, cerca de US$ 8,2 bilhões irão para TV ou CTV, segundo a AdImpact. A demanda elevou preços e CPMs para marcas em estados como o Texas, palco de disputa apertada entre James Talarico e Ken Paxton.

No Texas, a Electric Symphony Media viu os CPMs da TV linear subirem entre 10% e 15% em geral, com alguns programas custando de 30% a 50% mais nas últimas semanas. A TV linear é o canal mais afetado pela inflação de preços.

Um executivo de agência, sob anonimato, registrou alta de 20% no CPM médio do YouTube nas últimas semanas. Na semana iniciada em 11 de outubro, o gasto de clientes políticos em YouTube e Meta chegou a US$ 149 milhões, contra US$ 34 milhões na última semana de julho, segundo a AdsMom.

A busca por inventário sem inflação ficou mais longa, e as campanhas atrasam porque clientes pedem revisões extras de criativo para não comentar a disputa eleitoral. A PMG, com escritórios em Austin e Dallas, aconselha clientes a evitar regiões dominadas por disputas acirradas, como Pensilvânia, Iowa ou Michigan.

O plano de fim de ano nos EUA custa mais em TV e YouTube, e fugir dos estados disputados alivia a conta.

Fonte: Digiday

O nível da xícara

Gasto semanal de clientes políticos em YouTube e Meta nos EUA, segundo a AdsMom.

Fim de julho
  
US$ 34 mi
Semana de 11/10
  
US$ 149 mi
 

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Blu Dot surpasses 2,000% ROAS with self-serve CTV ads

Home furniture brand Blu Dot blew up on CTV with help from Roku Ads Manager. Here’s how:

After a test campaign reached 211,000 households and achieved 1,010% ROAS, the brand went all in to promote its annual sales event. It removed age and income constraints to expand reach and shifted budget to custom audiences and retargeting, where intent was strongest.

The results speak for themselves. As Blu Dot increased their investment by 10x, ROAS jumped to 2,308% and more page-view conversions surpassed 50,000.

“For CTV campaigns, Roku has been a top performer,” said Claire Folkestad, Paid Media Strategist, Blu Dot. “Comping to our other platforms, we have seen really strong ROAS… and highly efficient CPMs, lower than any other CTV partner we've worked with.”

Using Roku Ads Manager, the campaign moved from a pilot to a permanent performance engine for the brand.

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Espresso

Eleição Lula foi reeleito para o quarto mandato, que começa em 5 de janeiro, com 51,76% dos votos válidos contra 48,24% de Flávio Bolsonaro, com 99,8% das urnas apuradas, segundo o Meio e Mensagem. →

Mídia exterior Segundo o Cenp-Meios do primeiro semestre, citado em conteúdo patrocinado da Helloo, o OOH foi a categoria que mais cresceu e subiu de 11,9% para 13,4% do bolo publicitário brasileiro. →

Google O Google mudou a política para usar dados do Gmail e do Fotos em publicidade, segundo o Estadão. →

 
 
03  GEO e IA↑ índice

Daily Mail testa GEO com marcas antes de lançar produto de visibilidade em IA

O Daily Mail conduz de 12 a 15 testes de GEO, a presença de marcas em respostas geradas por IA, nos EUA, no Reino Unido e na Austrália, antes de lançar o produto oficial de visibilidade em IA no início do ano que vem. A diretora Carly Steven apresentou o plano no Media Strategies London, do Digiday.

O método parte dos prompts que consumidores usam ao pesquisar um produto ou serviço. A equipe os acompanha em plataformas de IA ao longo do tempo, vê quais fontes são citadas e, onde há brecha, cria conteúdo de marca sob medida.

Em um teste inicial com uma marca de finanças pessoais não identificada, a visibilidade nos prompts-alvo subiu de cerca de 50% para quase 75%, e o conteúdo foi citado na maioria dos prompts monitorados. Como as respostas de IA variam de uma busca para outra, o acompanhamento durou bastante tempo para formar uma referência sólida.

Nem todo tema abre espaço: onde sites de governo ou de saúde dominam as citações, sobra pouco lugar para editoras. Como a recomendação de IA nem sempre leva a clique, a equipe quer medir o efeito em conversões, e não só o tráfego de referência.

Editoras começam a vender presença em respostas de IA, e marcas já pedem esse serviço.

Fonte: Digiday

A dose exata

A visibilidade da marca de finanças pessoais nos prompts-alvo subiu de cerca de 50% para quase 75% no teste inicial do Daily Mail.

 
 
04  Publishers↑ índice

Editoras se unem contra termos da Meta que entram em vigor em 30/10

Os novos termos de uso da Meta, que passam a valer em 30 de outubro, ampliam as permissões de coleta de conteúdo da web e uniram editoras de vários países, algo que o setor historicamente teve dificuldade de fazer. O temor é que a gigante use o conteúdo jornalístico sem permissão nem pagamento.

Na quinta-feira, entidades do setor enviaram cartas à Meta. A News/Media Alliance, que representa mais de 2.000 editoras, exigiu de Mark Zuckerberg a retirada dos termos antes da vigência, e a WAN-IFRA, com mais de 20 mil membros em 120 países, também escreveu à empresa.

Para Danielle Coffey, presidente e CEO da entidade, a Meta força editoras a escolher entre proteger sua propriedade intelectual e manter presença no Facebook. A carta também acusa a empresa de abusar do poder de mercado, o que poderia enfraquecer os acordos de licenciamento de conteúdo para IA e permitir produtos que concorram com o jornalismo.

O Center for Media and Digital Governance, do Open Markets Institute, pediu que reguladores dos EUA, do Reino Unido e da União Europeia ajam antes de 30 de outubro. Outras entidades europeias apresentaram queixas e cartas conjuntas à Comissão Europeia.

Editoras que dependem do Facebook enfrentam termos novos a partir de 30/10, e reguladores já foram acionados.

Fonte: Digiday

Ouvido no balcão

Meta’s behavior risks undermining the robust licensing market for publishers’ content and could allow Meta to simply snatch that content for free

Danielle Coffey, presidente e CEO da News/Media Alliance, em carta a Mark Zuckerberg, via Digiday

 
 
05  Mercado↑ índice

Previsão da WARC leva a publicidade global a US$ 1,34 tri, com social, vídeo e busca à frente

Segundo previsões atualizadas da WARC, o investimento em mídia no quarto trimestre levará o gasto global em publicidade a US$ 1,34 trilhão, alta de 11,9% sobre 2025. A maior fatia do dinheiro do fim de 2026 vai para mídia social, vídeo e busca, e o gasto em social cresceu 21,3% no terceiro trimestre.

As holdings que já reportaram o terceiro trimestre cresceram: a Omnicom teve alta orgânica de 7,3%, a Publicis de 5% e a Havas de 2,4%. WPP e Dentsu ainda não divulgaram. A Omnicom, apesar dos números sólidos no ano, não deu projeção para o quarto trimestre.

O CEO da Publicis, Arthur Sadoun, espera crescimento semelhante no quarto trimestre e disse que o grupo pode ficar perto de 5% orgânicos no ano, se a economia melhorar. Adrien de Saint Hilaure, do Bank of America, descreveu o cenário do mercado publicitário americano como muito favorável no momento.

No Reino Unido, a pesquisa trimestral IPA Bellwether apontou que 25,6% dos profissionais de marketing elevaram orçamentos no terceiro trimestre, o terceiro aumento seguido. A Kering, em fala de Armelle Poulou, CFO da empresa, aumenta o investimento em mídia e reforça a comunicação no quarto trimestre.

Os orçamentos de fim de ano seguem em alta, com social, vídeo e busca na frente.

Fonte: Digiday

 
 

No radar · a agenda de hoje

Sexta, 30/10 · Entram em vigor os novos termos de scraping da Meta, alvo de cartas de editoras e de pedidos de ação a reguladores.

Terça, 3/11 · Eleições de meio de mandato nos EUA, com CPMs de TV e YouTube pressionados pelo gasto político até lá.

Pendente · WPP e Dentsu ainda não divulgaram os resultados do terceiro trimestre.

Pra viagem

Confira no plano de mídia dos EUA quais praças ficam em Pensilvânia, Iowa ou Michigan e peça à agência o CPM atual de TV e YouTube nelas antes de fechar a verba de fim de ano.

As notícias de hoje falam de quem controla o caminho até o público e de quanto cada um aceita pagar, ou alugar, para percorrê-lo. Na próxima vez que uma plataforma oferecer atalho, vale perguntar quem fica com a chave.

 
 
★ RARO

🔒

EDIÇÃO SELADA

Quem leu até aqui tem mais um achado desta edição atrás do lacre.

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MarketingShot Quiz

Em um teste inicial do Daily Mail com uma marca de finanças pessoais, a visibilidade nos prompts-alvo subiu de cerca de 50% para quanto?

ACerca de 60%
BQuase 75%
CCerca de 90%
D100%

Veja o ranking de quem mais acerta →

 
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Clímax da temporada

Maratona dos 7 dias finais

◆262728293031

Dia 2 de 7 · a temporada de outubro fecha 31/10

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dias feitos
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