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MarketingShot

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29 OUT · Nº 085

Bom dia, cafeinado.

O Times de Londres vai testar a venda avulsa de guias anuais, sem exigir assinatura, e o Mercado Livre prevê mais de R$ 100 milhões em cupons por dia no 11.11 e na Black Friday. Vira o shot. ☕

No shot de hoje · toque pra pular

☕Times testa venda avulsa de guias01↓
🗳️Criadores entram nas campanhas dos EUA02↓
🏅Compras que viram apoio a atletas03↓
🤖Ralph Lauren põe IA no bônus04↓
📰Assinaturas sobem com audiência menor05↓
 

Quem banca a edição de hoje

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01  A manchete↑ índice

The Times of London vai testar a venda avulsa de guias anuais

O Times de Londres vai testar nos próximos meses os chamados macro payments, um modelo em que o leitor paga por um item específico, como um dos guias anuais do jornal, no momento em que quer aquele conteúdo. Ahmed, do Times, disse num evento da Digiday que o termo nasceu em Nova York, durante reuniões com unidades de negócio da News Corp.

O micropagamento cobra um pouco por artigo, enquanto o macro vende um pacote, como a lista de ricos ou os melhores lugares, guias anuais que, segundo Ahmed, têm valor próprio. O público aparece para esses pacotes, mas não quer uma assinatura, e é nessa brecha que o jornal vê oportunidade.

O Reino Unido aparece como primeira parada, ainda sem confirmação, onde o Times tem escala. Falta definir como o leitor pagará: o jornal pesa um passe de um dia contra um de uma semana. Futebol fica fora: perguntado se um torcedor do Liverpool poderia comprar só a cobertura do clube, Ahmed respondeu que o modelo não desagrega conteúdo.

Abi Watson, da Enders, lembra que o desafio é cobrar de quem talvez nunca assine sem canibalizar a base, e vê coerência com a linha de paywall rígido do Times. Ahmed descarta o micropagamento por artigo, que o grupo já avaliou ao longo de 10 anos sem resultado. Para ele, é como ler com um taxímetro ligado.

O leitor que não quer assinatura ganha a chance de comprar só o guia que procura, e o mercado vê um teste de alternativa ao paywall rígido.

Fonte: Digiday

Dois lados da xícara

▲ Ganha

O Times, que pode monetizar leitores de guias anuais que não querem assinatura.

▼ Perde

Torcedores que queriam comprar só a cobertura de um clube: o modelo não desagrega conteúdo.

 
 
02  Política↑ índice

Criadores de conteúdo entram nas campanhas políticas dos EUA em 2026

As campanhas políticas americanas estão copiando o manual do marketing de marcas para as eleições de meio de mandato de 2026: contratam criadores para alcançar eleitores num mercado de mídia cada vez mais fragmentado. Organizações políticas e empresas do setor começaram o trabalho com criadores mais cedo neste ciclo e testaram estratégias de recortes (clipping).

O dinheiro em jogo é grande: a AdImpact projeta US$ 12 bilhões em gastos até a votação, e parte provavelmente irá para criadores, embora não esteja claro quanto. Segundo o Pew Research, mais da metade dos adultos americanos se informa em redes sociais ao menos às vezes, o que ajuda a explicar a aposta.

Os dois partidos já se mexeram. Integrantes do Comitê Nacional Republicano convidaram mais de 100 influenciadores para a convenção de meio de mandato e deram credenciais de criador para entrevistas, segundo o New York Times. Do outro lado, o DNC anunciou em junho a ampliação do programa de Influenciadores e Parcerias Criativas, que tem mais de 550 membros.

Para Kyle Dulay, da plataforma Collabstr, o briefing político acrescenta ao de marca disciplina de mensagem, aprovação mais rígida e prazos amarrados ao calendário eleitoral. Alex Dahan, da Open Influence, vê um movimento de aparições ocasionais para relações contínuas.

Criadores passam a ser tratados como mídia política, com briefing mais rígido que o de marca.

Fonte: Digiday

A dose exata

Os gastos até as eleições devem chegar a US$ 12 bilhões, segundo a AdImpact, sem clareza de quanto vai para criadores.

 

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Espresso

Varejo O Mercado Livre prevê mais de R$ 100 milhões em cupons ativados por dia no 11.11 e na Black Friday, 37 milhões de anúncios em promoção e o triplo de ofertas com desconto acima de 70% sobre o ano anterior. →

IA A TOTVS converteu 155 horas de conteúdo do Universo TOTVS 2026 em artigos com IA e revisão de mais de 40 profissionais, com intervalo médio de três horas entre o fim da palestra e a publicação. →

Esporte A Nascar Brasil alcançou 15 milhões de pessoas desde junho de 2026, quando começou a parceria com o SBT, segundo dados da emissora. →

 
 
03  Varejo↑ índice

CazéTV e Magalu lançam loja em que compras viram comissão para atletas olímpicos

A CazéTV e o Magalu lançaram o Lojão do Mutirão, uma loja online que permite ao público apoiar financeiramente atletas olímpicos e paralímpicos brasileiros por meio de compras. Criada na plataforma Influenciador Magalu, ela funciona no modelo de afiliados: as compras feitas por links exclusivos geram comissões destinadas aos esportistas do projeto Mutirão Olímpico, da CazéTV.

O Mutirão reúne cerca de 90 esportistas parceiros, entre eles Caio Bonfim, medalhista olímpico da marcha atlética, Bia Ferreira, bronze no boxe em Paris 2024, e Gabriel Araújo, multicampeão paralímpico de natação. A loja amplia o apoio durante a preparação para os Jogos de Los Angeles 2028 e oferece uma alternativa vinculada ao consumo cotidiano, sem a necessidade de doações diretas.

A parceria junta a comunidade esportiva construída pela CazéTV com a estrutura de comércio digital do Magalu, que cita mais de 35 milhões de clientes ativos. Eduardo Ghisleni, head de social commerce do Magalu, diz que o objetivo é ajudar atletas brasileiros a viver mais uma Olimpíada. Giamile Rossato, head de negócios da CazéTV, fala em criar uma nova forma de conectar consumo a incentivo direto. A proposta é converter parte das compras em recursos para os atletas.

Compras comuns no Magalu, feitas pelo link certo, podem virar apoio a atletas sem doação direta.

Fonte: propmark

Ouvido no balcão

Até 2028, cada comissão gerada deixa Los Angeles um pouquinho mais perto

Eduardo Ghisleni, head de social commerce do Magalu, no propmark

 
 
04  Tecnologia↑ índice

Ralph Lauren inclui métricas de IA no bônus anual dos executivos

A Ralph Lauren passou a usar métricas de IA como um dos fatores que podem ajustar o bônus anual de seus executivos, ao lado de indicadores de negócio mais tradicionais. A mudança apareceu num documento de 131 páginas entregue à SEC, segundo reportagem da Reuters. Um porta-voz da empresa disse que o ajuste reforça aos executivos as oportunidades de usar IA para melhorar o trabalho.

A Ralph Lauren parece à frente do mercado. Segundo a Reuters, cerca de 12% das empresas do S&P 500 divulgaram metas de IA nos planos de incentivo de executivos neste ano, contra 5% em 2024. Muitas delas são de tecnologia, como Salesforce e IBM.

No varejo, a prática ainda é quase desconhecida, e recrutadores veem poucos sinais de empresas ligando IA a ofertas de remuneração maior. Segundo o texto, muitas marcas seguem em fase de experimentação e não sabem conectar a tecnologia a metas de longo prazo além de cortar custos. Anish Shah, CEO da recrutadora Ruckus, diz que ainda é cedo para medir retornos grandes. A adoção, porém, avançou: Walmart, Target e Kroger lançaram assistentes de compras com IA nos últimos 1 a 2 anos.

Metas de IA no bônus ainda são raras no varejo, que segue em fase de experimentação.

Fonte: Digiday

O nível da xícara

Parcela das empresas do S&P 500 com metas de IA nos planos de incentivo de executivos.

2024
  
5%
2026
  
12%
 
 
05  Mídia↑ índice

Editoras vendem mais assinaturas para audiências menores, e as eleições dos EUA são o próximo teste

O ciclo eleitoral é uma aposta conhecida das editoras de notícias: transformar atenção política em leitores pagantes. Com as eleições americanas de meio de mandato a uma semana, segundo o Digiday, Greg Piechota, pesquisador do INMA, lembra que redes sociais e buscas enviam menos gente aos sites a cada ano.

Os números de Piechota mostram o contraste: o editor típico no mundo alcança um quinto a menos de pessoas por mês do que em 2019, e na América do Norte um quinto a menos do que no pico eleitoral de 2024. Ainda assim, vende de 50% a 85% mais assinaturas por trimestre do que em 2019, para essa audiência menor.

Na segunda-feira, as novas assinaturas da Reuters subiram 50%, principalmente nos EUA, puxadas pela cobertura da eleição brasileira e pelo blog ao vivo, segundo Josh London, que comanda os negócios diretos ao consumidor da Reuters. A Reuters lançou seu paywall há dois anos e espera padrão parecido com a eleição em Israel nesta semana.

Sem mexer no paywall dinâmico, a Reuters amplia a redação nos EUA, com contratações, pacote de conteúdo com a USA Today Network, pesquisas com a Ipsos e uma sala de guerra em Washington.

Menos visitas não significam menos assinaturas: grandes eventos de notícia seguem como porta de entrada de leitores casuais.

Fonte: Digiday

 
 

No radar · a agenda de hoje

Esta semana · A Reuters espera um pico de assinaturas parecido com o da eleição brasileira na eleição em Israel, segundo Josh London.

Domingo (1º/11) · A Nascar Brasil corre em Chapecó (SC), com transmissão ao vivo por SBT, ESPN Brasil, Disney+, N Sports e YouTube.

Próximos meses · O Times de Londres deve começar o teste dos macro payments, com o passe de um dia e o de uma semana em avaliação.

Pra viagem

Liste hoje os guias ou conteúdos anuais do seu negócio que o público procura sem querer assinar e anote qual deles venderia avulso, por um passe de um dia.

O dia girou em torno de pagar por um momento específico: um guia, uma compra, uma assinatura em semana de eleição. Resta saber em que ponto o leitor sente que o preço faz sentido.

 
 
 
MarketingShot Quiz

Qual modelo o Times de Londres vai testar nos próximos meses?

AMicropagamento por cada artigo lido
BVenda avulsa de pacotes, como guias anuais
CAssinatura gratuita para todos os leitores
DFim do paywall em todo o site

Veja o ranking de quem mais acerta →

 
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Clímax da temporada

Maratona dos 7 dias finais

◆◆◆◆293031

Dia 5 de 7 · a temporada de outubro fecha 31/10

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Presença por clique, voto ou quiz. Sem folga na maratona: o seguro do mês cobre 1 dia.

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O mercado da atenção, em 3 minutos

O mercado da atenção.

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